12
Abr 11

Quando em 27 de Abril de 1928 o DOUTOR ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR assumiu a pasta das Finanças, a situação era angustiosa, pelo estado de ruína material que se atingira e pela convicção quase geral de que se não podia lutar contra a fatalidade implacável das circunstâncias criadas pela incompetência, pela imprevidência e pela criminosa leviandade dos governos democráticos.

Impostos os poderes necessários, a Nação vergou-se, e Salazar restaurou o equilíbrio das contas públicas.

 

Concretizou a restauração material, moral e nacional.

 

Doutrinou e reanimou a Alma Nacional!

 

São valores em extinção e também por isso a nossa obrigação em os relembrar e preservar. É nosso dever moral repeti-los insistente e incessantemente, seguindo-lhe o exemplo:

 

 «Pois é preciso que gritemos tão alto a verdade, que demos tal relevo à verdade que os surdos a ouçam e os próprios cegos a vejam».

 

Salazar dotou a Nação de uma doutrina. A Nação passou a ter uma política de identidade. Assentou na Trilogia e defendeu uma Pátria Una, Eterna, Multirracial e Pluricontinental. Para Salazar, a Pátria não era apenas o espaço físico, a matéria inerte e insensível, mas o conjunto desse espaço com o conjunto da matéria viva, que tinha corpo, mente, alma e espírito: "O Ser humano". Salazar tinha da Pátria uma visão global, que impunha a cada cidadão o dever de construir para o bem comum, sendo que o bem comum só tinha razão de ser, se satisfizesse as necessidades individuais, para que estas, por sua vez, satisfeitas, proporcionassem a cada indivíduo ficar ao serviço do colectivo. Salazar promoveu, portanto, na perfeição, uma política de Vitalidade que defendeu a Unidade na Diversidade.

 

Na agitação do seu tempo, soube gerir os reflexos da 1ª Guerra Mundial, as consequências da 1ª República, as expectativas sobre o que surgisse da Guerra Civil Espanhola, a neutralidade na 2ª Guerra Mundial e a defesa intransigente dos Territórios Ultramarinos (coisa pouca).

Teve perante todos estes conflitos, uma atitude de Estadista. Movimentou-se por entre as elites mundiais e era respeitado. Foi um Homem iluminado com um perfeito domínio emocional, mental e espiritual.

Recusou a intriga e o compadrio. Sobrepôs ao País legal (Estado), o País real (Nação), a este impôs uma Constituição, e a ela, ele próprio se submeteu.

 

Salazar, conhecedor do comportamento humano, da incapacidade de se chegar a consensos, da morosidade de se tomarem decisões, soube dosear o pluralismo; com a Constituição de 1933 pôs fim à ditadura militar e devolveu a liberdade aos cidadãos reduzindo-a à sua utilidade. Foi bem claro quando se referia à liberdade:

 

«Aquém, a autoridade que cria a ordem e a ordem que condiciona a liberdade; além, a liberdade, tomada no vago, no absoluto, e desprendida de todo o condicionalismo social, a liberdade até aos paroxismos da anarquia»

 

Ou ainda,

 

«O grau das liberdades públicas efectivas depende da capacidade dos cidadãos, não da concessão magnânima do Estado»

 

E por fim,

 

«… Isto é, as liberdades interessam na medida em que podem ser exercidas, e não na medida em que são promulgadas»

 

Sempre que estivesse em causa a soberania de Portugal, Salazar impunha-se pela força da razão, ainda que para isso, tivesse que impor a razão pela força, sempre que as circunstâncias o aconselhassem e delas retirasse como única finalidade, a defesa do território, o bem-estar ou a vida dos portugueses.

 

É célebre a frase: Para Angola, rapidamente e em força!

 

Organizou a Nação, subordinando os interesses particulares ao interesse comum.

Limitou à liberdade colectiva, a liberdade individual, desmedida.

Formou o Estado Corporativo, fundado nas realidades sociais e dominado pela noção do valor espiritual da vida humana.

Restabeleceu a ideia de Nação, constituída em unidade Moral, Económica e Política; Instituiu o direito ao Trabalho; Reconheceu os agrupamentos naturais de trabalhadores e de empresas; Reconheceu a solidariedade entre o Capital e o Trabalho; Defendeu o trabalho nacional, fez prevalecer à concorrência da mão-de-obra estrangeira, os interesses dos trabalhadores portugueses.

 

Promoveu a construção de Casas Económicas, Casas do povo e dos Pescadores; Criou a Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, com a finalidade do aproveitamento útil do tempo disponível dos trabalhadores; Criou Instituições de Previdência.

 

Defendeu a Família, que considerou a célula social como fonte de conservação e desenvolvimento da raça; Criou a Mocidade Portuguesa com o fim de exaltar as grandes virtudes cívicas e morais e a saúde física da juventude; Instituiu a Obra das Mães pela Educação Nacional, destinada a estimular a acção educativa da família e a assegurar a cooperação com a escola.

 

Na defesa da Cultura, teve o Secretariado de Propaganda Nacional acção preponderante, com a criação do Teatro do Povo, do Cinema Popular, Exposições nacionais e internacionais, e com a instituição de prémios literários e artísticos.

 

Empreendeu uma equilibrada política militar: a possível. Elaborou um vasto programa naval; reorganizou o Exército.

 

Não descorou a Defesa Territorial. Criou a Legião Portuguesa, cujo património espiritual da Nação eram a Fé, a Família, a Moral Cristã, a Autoridade e a Liberdade da Terra Portuguesa.

 

Tão necessário se torna relembrar, hoje e todos os dias, quem fomos, para nos descomplexarmos da nossa origem e destemidamente defendermos os nossos valores, que se apresentam tão envergonhados.

 

Temos que ter a coragem de repor as grandes certezas, e repetir incansavelmente (passo a citar):

 

  1. Não discutimos Deus e a Virtude;
  2. Não discutimos a Pátria e a sua História;
  3. Não discutimos a Autoridade e o seu Prestígio;
  4. Não discutimos a Família e a sua Moral;
  5. Não discutimos a Glória do Trabalho e o seu Dever.

 

 

(João Gomes - Abril de 2011)

publicado por mitouverdade às 21:00

O "Mito ou Verdade", na linha de uma certa inovação e na tentativa de dar voz a mundo da internet e da blogosfera, propôs ao empresário e responsável pelo site "Salazar - O obreiro da pátria"  João Gomes  que realizasse uma pequena crónica acerca de Salazar e do Estado-Novo.

 

Sem Título

publicado por mitouverdade às 19:34

09
Abr 11

Um povo formatado durante séculos por uma religião que, apesar dos belos princípios, sempre optou por, no terreno, praticar o mais denso obscurantismo – misto de medo, superstição e crendice – prática de que só muito recentemente e de forma geograficamente irregular se vai libertando, é um povo talhado para a desresponsabilização total, para a entrega acéfala e acrítica do seu destino nas mãos do “ser superior” que tudo sabe e tudo pode... e ainda ficar agradecido.

Se juntarmos a isso um analfabetismo generalizado, o medo/ódio de toda a diferença, o tão mediterrânico “deixa-andar” aliado ao lusitano “xico-espertismo”, está encontrado o habitat perfeito para o aparecimento do “homem providencial” que, no caso português e por tudo o que já disse, teve das ditaduras o essencial - a violência, a tortura, a força bruta - somado ao nosso “toque” nacional de ignorância, atraso, isolamento.  A fórmula ideal para a criação do “salazarismo” e o seu “Estado Novo”... este, um evidente eufemismo para fascismo à portuguesa. Um fascismo bacoco mas nem por isso menos criminoso; um fascismo em muitos aspetos ridículo, mas nem por isso menos abjecto; um fascismo “santarrão”, mas nem por isso menos vendido aos interesses terrenos; um fascismo ostensivamente apoiado pela força, mas surdamente sustentado pela cobardia, delação e egoísmo.

O “salazarismo e o Estado Novo” floresceram neste caldo feito de tudo o que está atrás descrito, temperado com a instigação ao ódio à política, aos políticos e aos partidos, uma fórmula potencialmente explosiva que hoje, nuns casos, por pura irresponsabilidade, noutros, por interesse, alguns tentam reproduzir.

Felizmente, como em todos os organismos doentes, grande e decisiva é a força dos anticorpos que, todos os dias, combatem a doença. Se é verdade que o fascismo português parece ser uma coisa já derrotada e arrumada nos livros de História, não é menos verdade que, como disse Bertold Brecht, «o ventre donde isto saiu ainda é fecundo». Por isso, a luta decisiva contra o “vírus” do “salazarismo e estado novo”, não deve ser dirigida contra uma qualquer entidade estranha, escondida ou distante, antes deve ser uma luta contra nós próprios. Contra o nosso comodismo, a nossa inveja, a nossa cupidez, a nossa ignorância.

Dentro de nós pode florescer tudo o que é belo, humano e solidário, mas é também exclusivamente dentro de cada um de nós que germinam as sementes de todos os males. Optemos pelo que é bom e belo e humano e solidário!

 

 

(Samuel Quedas - Abril de 2011)

publicado por mitouverdade às 23:54

Neste mês de Abril o "Mito ou Verdade" decidiu inovar e propôs ao Cantor e Bloguer Samuel Quedas que realizasse uma pequena crónica acerca de Salazar e do Estado-Novo. Antes de a colocar no Blog fica uma pequena biografia do nosso Cronista:



Samuel Leonor Lopes Quedas nasceu a 1 de Agosto de 1952 e cedo foi viver para Setúbal, onde conhece José Afonso a quem mostra as suas canções. O cantor apenas apreciou algumas partes dessas canções. Depois dessa conversa Samuel foi para casa e fez várias cantigas, de um dia para o outro. Uma delas, o "Cantigueiro", que foi a sua canção mais marcante. "O Zeca achou graça, adoptou-a e, quinze dias depois foi gravada em disco para a editora Arnaldo Trindade". Estávamos em 1972.

Ainda nesse ano é convidado para o projecto "Fala do Homem Nascido" de José Niza e José Calvário, com as vozes de Carlos Mendes, Duarte Mendes, Samuel e Tonicha, onde são interpretados poemas de António Gedeão.

Depois do 25 de Abril, participa em muitas sessões de Canto Livre.

Edita um EP, em edição de autor, com os temas "A Minha Terra", "Tu Dizes Que Me Queres Muito", "Cantiga das Sandálias Rotas", "Venceremos", "O Povo Unido" e "De Pé Pela Revolução". Grava também o "Hino da Reforma Agrária".

Participa no Festival RTP da Canção de 1979 com os temas "Recados Da Ilha" e "O Fogo Desta Idade". O Pedro Osório S.A.R.L. (PEDRO OSÓRIO, Samuel e Carlos Alberto Moniz) fica em 3º lugar na mesma edição do festival.

Nesse mesmo ano grava o álbum "Ao Alcance Das Mãos" para a RCA/Telectra.

Em 1980 participa no Festival com "Que Ninguém Te Dê Nome". Em 1981 fica em 6º lugar, com "Tempo De Partir", no Festival RTP da Canção. Ainda em 1981 participa no Festival da Canção da Rádio Comercial.

No ano seguinte regressa ao Festival RTP da Canção com os SARL e o tema "Quero ser Feliz Agora". É também o interprete do tema principal da novela "Vila Faia".

Lança o single "Ainda Um Jardim Aqui", em colaboração com o Coro de Santo Amaro de Oeiras, em 1983. Em 1984 fica em 2º lugar no Festival RTP da Canção com "Pelo Fim da Tarde", apenas suplantado por Maria Guinot. Concorre com mais dois temas: "Este Quadro" (em conjunto com Cristina) e "Maneira De Ser".

Em 1994 colabora com Paco Bandeira no espectáculo "Palco de Estrelas".

Em 1997 grava temas de Adriano Correia de Oliveira no disco "Trovas do tempo que passa".

Participa no disco "Pelo Sonho é que Fomos".

Vive actualmente em Montemor onde tem colaborado no Festival das Quatro Cidades, Oficina do Canto e Musicalidades... Desde 2007 que vai escrevendo um blogue a que chama "Cantigueiro".

publicado por mitouverdade às 23:29

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